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Muda de penas

Muda é um processo normal no qual ocorre a reposição de penas velhas por novas.  A primeira muda de penas ocorre por volta do seis meses de vida. 

A época da muda difere entre espécies de aves, e de ave para ave.  As mudas que ocorrem fora de época, ou mudas muito frequentes, podem ter como causas : aves expostas a correntes de ventos, instaladas em locais com pouca luminosidade, muita ou pouca umidade relativa do ar, alterações climáticas abruptas, claridade noturna, barulho, estresse, dieta da ave. 

Pelo menos uma vez ao ano ocorre a muda de penas, o que não trás nenhum prejuízo na ave para voar. O ciclo da muda geralmente começa depois da época de reprodução, no final da estação do verão, mas isso varia de ave para ave. Inicialmente, as penas do peito, e da cabeça são as primeiras a serem trocadas.  Depois vem o restante, terminando com as penas das asas.  Dentre duas a três semanas, o processo  da muda é completado. 

Durante o período de muda, o metabolismo da ave torna-se ainda mais acelerado, e a ave fica mais vulnerável à doenças, por essa razão, precisa de uma alimentação diferenciada nesse período, mais proteica 

É normal ocorrer muda de penas no outono, pois é uma forma de as aves se prepararem para o inverno. Normalmente até duas mudas de penas por ano podem ser consideradas como normal. 

Vejam fotos dos canhões despontando e as penas surgindo:





 As penas em crescimento recebem aporte sanguíneo 
               (canhão com aporte sanguíneo)


Vez por outra surge dúvida sobre do que se trata pontos brancos parecidos com "caspa" quando a ave se limpa com o bico. 

Na verdade, trata-se de queratina do qual é formado o canutilho (canhão) por onde saem as penas.  Após a pena crescer, o canhão esfarela-se formando as tais caspinhas.  

Fonte: calopsitas.org

Ovoscopia

A ovoscopia consiste em observar o interior do ovo através de uma fonte de luz em ambiente escuro. Esse procedimento ajuda a verificar se há defeitos da casca, como rachaduras, rugosidade, despigmentação, etc, bem como a qualidade do ovo (câmera de ar anormal, mancha de sangue, duplicidade de gema,  presença de elementos estranhos.  É possível , portanto, descartar os ovos ruins, deixando apenas os ovos fertilizados, e acompanhar o desenvolvimento do embrião durante o processo de incubação.  Algumas destas características são congênitas, devido a algum cruzamento específico. 


Caso na ovoscopia não se observe vida embrionária, o ovo pode ser retirado do choco, para que a ave não perca tempo sobre um ovo infértil.  Retirar  o ovo só pode ser decidido pelo criador experiente em ovoscopia.  Alguns ovos viáveis ultrapassam a data de nascimento, podendo ser observados cuidadosamente através da ovoscopia.


Ovo de tamanho anormal (pequeno)


As chances de um ovo eclodir tem a ver com os aspectos relatados acima, bem como : tamanho do ovo (muito grande ou muito pequeno,  manipulação incorreta dos ovos (mãos sujas, agitar o ovo).   
Você mesmo pode improvisar : com uma lanterna, pegue o ovo com cuidado e veja o interior do ovo :





A seguir, o primeiro ovo não fecundado, o segundo ovo fecundado :



Para saber se o ovo foi fecundado, sem usar uma fonte de luz, é possível a partir de aproximadamente do sétimo dia a partir do momento que passou a ser chocado. O ovo tem uma pequena câmara de ar na ponta mais larga do ovo e é possível ver seu interior .

 
A seguir, imagem de 4 ovos no ninho, que estão sendo chocados há mais de uma semana.  Reparem que dois deles estão rosados e mais transparentes que os demais, isso significa que estes não estão fecundados, e que os opacos (mais brancos) estão fecundados.



IDENTIFICAÇÃO DOS OVOS

Casca rachada

Ovo bom (bolsa de ar pequena)
Ovo ruim (gema dupla)



DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO




Ovo galado
O ovo galado tem uma cor mais avermelhada e escura, as vezes dá para
observar as veias de sangue, e muitas vezes não passa nenhum raio de luz.

Não passa nenhum raio de luz


Ovo escuro


Não passa nenhum raio de luz


Ovo avermelhado


Veias de sangue no ovo, normalmente se pode
ver nos primeiros dias de choco


Ovo não galado
O ovo não galado tem uma cor amarelada e passa raios de luz.

Cor amarelada e passa raios de luz


Cor amarelada e passa raios de luz


Cor amarelada e passa raios de luz


Cor amarelada e passa raios de luz


Cor amarelada e passa raios de luz

Fonte: Clube das calopsitas e imagens do google
e também calopsitas.org

Intoxicação por Chumbo


A intoxicação por chumbo é comum nas aves. A maioria dos casos ocorre pela exposição dos animais ao chumbo.
Temos como algumas fontes de chumbo os pesos de pesca, pesos de cortina de chumbo, balas de chumbinho, tintas a base de chumbo, papel laminado de algumas garrafas de champanhe e vinho, gesso impregnado com chumbo, massa de vidraceiro com chumbo, solda com chumbo, parte traseira de espelhos, solda de janelas de vidro coloridas, bijuterias, invólucros de ferragens, arame galvanizado, algumas soldas de gaiolas de ferro batido, brinquedos para aves com pesos de chumbo, sinos com badalos de chumbo, cerâmicas inapropriadamente esmaltadas, pilhas elétricas, alimentos e farinha de osso contaminados, dentre outros.
As toxicoses por metais possuem uma sintomatologia clínica parecida, mas o diagnóstico e tratamento são diferentes, mais específicamente entre a intoxicação por chumbo e zinco. O chumbo pode ser estocado em múltiplos orgaõs e tem uma complexa interação com vários sistemas corporais. Aves com chumbo podem necessitar de um tratamento prolongado para uma adequada remoção dos níveis de chumbo corporais.
Dentre os metais pesados, o chumbo é o maior causador de intoxicação. Uma vez absorvido, o chumbo possui três principais efeitos bioquímicos e é transportado para um dos três compartimentos fisiologicamente distinto. O chumbo tem uma alta afinidade por grupos sulfidrila resultando na inibição de enzimas sulfidrila-dependentes biologicamente essenciais. Devido às propriedades químicas similares, o chumbo mimetiza e compete de maneira superior com o cálcio e causa efeitos deletérios na respiração mitocondrial e na função neurológica. Outro efeito conhecido, é que o chumbo altera a síntese de DNA e RNA e subsequentemente a informação genética celular.
Os sinais clínicos incluem anormalidades relatadas nos sistemas gastrintestinal, neurológico e hemolinfático. Os sinais mais comuns são vagos e incluem anorexia, letargia, diarreia com bile, poliúria e perda de peso. Hemoglobinuria é particularmente comum em Amazona spp intoxicados, mas ocasionalmente observados em outras espécies. Aves intoxicadas por chumbo apresentam anormalidades neurológicas severas incluindo tremores/convulsões, ataxia, inclinação da cabeça, andadura em círculos, alterações no comportamento, paresia de membros posteriores e asas, e diminuição na acuidade visual. Algumas aves podem não demonstrar nenhum sinal clínico; outras podem somente apresentar uma emaciação. Nas aves aquáticas, a toxicose pode parecer mais crônica e pode mostrar sinais clínicos semelhantes ao do botulismo.
A toxicose por chumbo pode causar anormalidades no hemograma e nas bioquímicas plasmáticas. As aves afetadas podem mostrar uma anemia regenerativa com íiveis proteicos plasmáticos normais. A toxicose por chumbo pode causar uma resposta exagerada com mais policromasia rubricitos que se esperaria pelo grau de anemia presente. Pode ocorrer uma hipocromasia. As elevações de AST, CK e LDH ocorrem frequentemente nas aves com toxicose por chumbo.
A radiologia pode mostrar densidades metálicas ventriculares. A toxicose por chumbo pode estar presente sem sinais radiográficos anormais (isto é, falta de densidades metálicas no trato gastrintestinal). Em alguns casos de intoxicação crônica, a fonte original de chumbo pode não estar mais no trato gastrintestinal, mas vem sendo absorvida e existe uma forma não radiodensa no sangue, tecidos moles e/ou osso.
O diagnóstico definitivo é realizado pela espectrofotometria de absorção atômica. Os níveis de chumbo no sangue completo maiores que 0,2ppm (20 microgramas) sugerem uma toxicose por chumbo, e os níveis maiores que 0,5ppm (50 microgramas) são diagnósticos de toxicose por chumbo.
No tratamento da toxicose por chumbo, exigem-se uma terapia de quelação, terapia de suporte e algumas vezes remoção de corpo estranho.

GUIA PARA CRIAR CALOPSITAS À MÃO

GUIA PARA CRIAR CALOPSITAS À MÃO

A intenção dessa guia é ensinar a dar papinha aos filhotes de calopsitas que foram retirados do ninho na idade correta para serem criados manualmente, já que assim eles crescem mais mansos e são mais dóceis. Também serve para os filhotinhos que foram retirados do ninho antes da idade correta por necessidade (os pais não o alimentavam ou qualquer outro problema).

Horário de alimentação:

Idade do filhote
Horário de alimentação
Quantia em ml
1 a 4 dias
A cada duas horas
1 a 2 ml
5 a 7 dias
A cada três horas
2 a 3 ml
8 a 14 dias
5 vezes ao dia
4 a 6 ml
15 a 20 dias
4 vezes ao dia
7 a 10 ml
21 a 26 dias
3 vezes ao dia 
(a cada 8 horas)
11 a 13 ml
27 a 31 dias
2 vezes ao dia
(a cada 12 horas)
13 a 15 ml

Depois de 31 dias deixe o mix de sementes à exposição na "gaiola", de a papinha 1 vez ao dia para o filhote... de a noite á para as 10 horas (22h).. de até que você veja que o papo dele esta cheiinho... mas tome cuidado para não encher muito..

Temperatura que deve ter o alojamento da cria:


Idade do filhote
Graus Celsius
1 a 5 dias
34 a 35 ºC
6 a 9 dias
33 a 35 ºC
10 a 14 dias
32 a 33 ºC
15 a 21 dias
33 a 32 ºC
21 a 26 dias
32 a 31 ºC
27 a 31 dias
31 a 30 ºC
Mais de 31 dias 
30 a 29 ºC
(mais ou menos temperatura ambiente)
 


Quando retirar o filhote do ninho?

Em condições normais, o filhote deve ter de 20 a 25 dias de vida, pois nessa idade os pais já transmitiram as defesas deles junto com a comida que os alimentava e porque nessa idade ele está forte e grande para conseguir sobreviver sem efeitos adversos. O “franguinho” vai sentir o mesmo carinho por você que se tivesse sido criado desde recém nascido. Para ter uma ideia do aspecto do filhote, ele deve ser mais ou menos assim:


Dá para ver o filhote cheio de canhões de pena e com as uma parte das penas das asas já formadas.
Se a cria não for retirada antes dos 30 dias de vida, estará com quase todas as penas formadas, e a adaptação à seringa e a perda do medo fica muito complicada. Não é impossível, mas não há duvidas de que a idade ideal é entre os 20 a 25 dias de vida.



Onde podemos pôr o “pintinho”?

Existem muitos lugares onde podemos simular um ninho. Não aconselho usar papelão ou madeira, pois os excrementos dos filhotes que comem papinha são muito líquidos e a caixa ou lugar onde estiver seria difícil de limpar, e a limpeza é muito importante nessa fase da calopsita. Os próprios pais não defecam dentro do ninho, eles aguentam e só excretam quando saem de lá.

Recipientes ideais:
  • Tupperware de plástico: tem que ser bem grande e sem a tampa ou com uma tampa de malha de plástico. É muito importante não usar a tampa do tupperware furada sem antes ter a certeza da temperatura que pode alcançar o interior do recipiente.
  • Fauna Box ou Aqua Terrário: é o mais cômodo e fácil. É aquele pequeno recipiente de plástico com a tampa colorida e com alças. Costuma ser um aquário ou um terrário para répteis, pois tem o teto preparado e adaptado para ter animais, tem uma ótima ventilação e é totalmente seguro, ou seja, o animal não pode fugir de lá. A vantagem do plástico é que dá para limpá-lo bem.


O próximo passo para preparar o recipiente é forrá-lo com um papel de cozinha absorvente (papel toalha ou guardanapo de papel) e, em cima do papel, colocar uma capa de serragem para hamster. Atenção não use nunca serragem normal, porque contém pedaços de madeira que poderiam introduzir-se nos olhos da calopsita e em outras partes sensíveis do corpo. A serragem de hamster é suave e macia, não machuca como a serragem normal.
Os panos ou guardanapos também não são recomendados, já que depois de cada refeição, os filhotes têm tempo suficiente para explorar o seu novo ninho, enroscar o dedinho no pano e machucar uma unha ou fraturar um pezinho. Lembre-se que os ossos ainda não são tão fortes como os de uma calopsita adulta.


A caixinha com o filhote deve estar em algum quarto tranquilo, longe dos barulhos normais de uma casa e também longe de uma janela. Com os filhotes muito pequenos, podemos deixar a caixinha mais escura pondo um pano ao redor do recipiente, mas lembre-se de nunca tampar a saída e entrada de ar, o pano é ao redor, e não por cima. A cria com 20 dias já pode receber a iluminação normal de um quarto. Ainda não está preparada para o sol, mas já pode ficar em um local com iluminação normal.
Devemos trocar a serragem ao minimo sinal de umidade ou mau cheiro, mas não é necessário trocá-la todos os dias quando só tem um filhotinho. Também será preciso lavar a fundo o recipiente de vez em quando. Particularmente, eu o lavava todos os dias e assim, sempre estava bem limpinho.


Temperatura

O filhotinho sempre tem que estar bem aquecido dia e noite, principalmente se estiver sozinho, pois não vai ter os irmãos para aquecê-lo. Por tanto, depende da parte do Brasil ou do mundo que você estiver, precisará de uma fonte de calor, que poderá ser:

1) MANTA ELÉTRICA
Uma manta elétrica é a melhor solução, como a que aparece mais abaixo. Deve estar embaixo do recipiente, não pode queimar e sempre deve haver papel entre a manta elétrica e o recipiente. Para não queimar, devemos ajustar a potência da manta e controlar a temperatura no interior da caixinha colocando mais ou menos papel entre a manta e a caixinha.
O melhor papel é o jornal que, além de tudo, atúa como uma capa térmica. Quanto mais papel você colocar entre o recipiente e a manta, menos calor vai chegar ao interior da caixinha, o que o permite controlar a temperatura.

Particularmente, recomendo fazer um teste antes de colocar o filhote, pois é importante saber a teperatura que vai fazer no interior do recipiente. Também é importante deixar um termômetro dentro, ja que precisaremos saber a temperatura que faz lá dentro.

O recipiente nunca deve ser colocado diretamente em cima da manta elétrica ou poderia derreter.


2) PEDRA TÉRMICA PARA RÉPTEIS
Uma pedra térmica para répteis, sempre embrulhada em um papel para estar quente mas sem queimar. Infelizmente os répteis sempre terminam se queimando quando os donos põem esse tipo de pedras, o que significa que devemos ter o dobro de cuidado com as calopsitas.


3) LÂMPADA DE ESCRIVANINHAS
Uma lâmpada de escrivaninhas, mas cuidado, o problema deste tipo de calor é que se a luz queimar, o filhote deixará de receber calor imediatamente. A luz também não é necessária e até poderia incomodar a cria.

Dependendo do que tivermos em casa ou do que pudermos comprar, poderemos optar por uma das opções acima, mas sempre lembrando que o calor é muito importante, principalmente de noite. Se ver que a calopsita está desanimada, também pode ser porque falta calor.

O calor tem uma explicação: as aves têm uma temperatura interna superior à temperatura dos mamíferos. Para os humanos, 37ºC, 38ºC e 39ºC é ter febre, mas para as aves é uma temperatura normal. Por isso é importante mantê-las quentinhas, porque o frio causa mal-estar nas aves e elas são mais sensíveis ao frio que nós justamente porque a sua temperatura é superior à nossa. Se você perceber que os pezinhos da calopsita estão um pouco frios, não se preocupe, pois eles têm um mecanismo especial de refrigeração e costumam estar uns 4ºC abaixo da temperatura corporal.


Preparando a papinha.

Aconselho usar um copo raso e com a base grande, melhor se for de plástico mas pode até ser uma xícara de café, mas com cuidado para não cair no chão e quebrar. Usar sempre o mesmo copo para preparar a papinha é a melhor opção. Esse copo vai ser usado, no mínimo, 3 ou 4 vezes ao dia e vamos ter que mantê-lo limpo.

Somente devemos usar as papinhas específicas para calopsitas. Como medida de urgência e, só como urgência, vamos poder usar uma papinha de cereais para bebês ou farinha de rosca para preparar papinha.
A papinha industrializada da Nutrópica é uma das melhores, mas também pode comprar de outras marcas, tais como Alcon, Terra dos pássaros, Megazoo, mas vai depender de cada um e da experiência que teve com as marcas.

Para preparar a papinha vamos usar água comprada no supermercado, ou seja, engarrafada, pois é uma água esterilizada e tem poucos minerais. O primeiro passo é esquentar a papinha no microondas ou em uma panelinha pequena no fogão. Não é preciso deixar ferver, mas, se quiser, pode deixar.
O segundo passo é colocar um pouco de água no copo ou xícara e adicionar o pó da papinha. Vamos mexer sem parar, sempre evitando deixar bolinhas de papinha. Na medida em que a papinha vai ficando homogênea, vai perdendo o excesso de temperatura.
A consistência da papinha é parecida a de um purê de batatas um pouco mais líquido que o normal. Como se fosse uma papinha de bebê. Nem muito liquido, nem muito grosso.

O próximo passo é dar a papinha ao pássaro. A temperatura ideal ronda os 40ºC e sempre temos que comprovar se a temperatura da papinha é ideal. Por isso vamos colocar um pouco da papinha no punho, como se fosse o leite da mamadeira de um bebê. Se estiver bem quente, mas não queimar, significa que está boa. Se estiver fria, temos que esquentá-la um pouco (no microondas ou no banho Maria), sempre mexendo bem depois para não ficar pontos de calor dentro da papinha. Se estiver quente, temos que mexer um pouco mais para esfriá-la para não queimar o papo do nosso animal.


Quando, quanto e como dar a papinha

A papinha deve ser dada com uma seringa (sem agulha). Recomendo as de 5 ou 10ml.


Se o filhotinho foi comprado de um criador, ele mesmo deveria te dar um filhote que já estiver acostumado a comer papinha na seringa, mas se o filhote ainda não estiver ou se nós mesmos tirarmos ele do ninho, temos que esperar o papo dele esvaziar completamente antes de dar a primeira dose de papinha, pois ele ainda vai ter restos de sementes e da comida que os pais dele deram e não se pode misturar com a papinha.

É normal que o filhote se assuste e bufe para nós, afinal ele não nos conhece. Não se preocupe se ele começar a bufar, porque quando ele tiver muita fome e bufar, vamos aproveitar que ao bufar ele abre o biquinho e vamos dar um pouco de papinha para ele experimentar e saborear. Cada vez que ele abrir o bico, vamos dar pouquíssima papinha, só uma ou duas gotas para ele não poder agitar a cabeça e esparramá-la para fora do bico. Vamos repetir esse procedimento várias vezes até ver que o papo do bichinho tem comida suficiente para aguentar pelo menos 1 hora sem comer. Quando o papo estiver vazio de novo, vamos fazer a mesma coisa até ele aprender que a seringa significa comida (em mais ou menos 2 ou 3 vezes ele aprende) e perder o medo de nós. Quando isso acontecer, vamos começar a dar as doses completas de papinha na hora certa.

Durante esse procedimento, temos que manter a temperatura da papinha, pois não pode esfriar. Para isso, vamos colocar um pouco de água morna em um copo onde deixaremos a seringa quando não a estivermos usando, igual ao vídeo que está mais abaixo. Isso é muito importante, principalmente quando temos que dar papinha para vários filhotes e ainda não temos prática.

Aqui vocês podem ver um agapornis pedindo comida. A calopsita faz a mesma coisa:

http://www.youtube.c...s&v=j1ENGofM9Vo

A forma mais adequada de dar a papinha é colocando o filhote de olhando para nós e pondo a seringa à direita do bico. Se colocarmos na parte esquerda, a papinha poderia ir para a traqueia e, se cegar aos pulmões, poderia morrer por asfixia ou pneumonia por aspiração.

O filhotinho que tiver mais de 20 dias de vida e ainda não comer nada sólido por conta própria, tem que comer no mínimo uns 15ml 3 vezes ao dia. De manhã bem cedo, ao meio-dia e de noite. O ideal seria dar uma dose de papinha de tarde também, que seria o café da tarde da cria. É muito importante não dar a próxima dose de papinha se o papo do animal ainda não estiver completamente vazio.
Não precisa levantar de noite para dar papinha, pois os pais não o alimentam de noite, estão dormindo no ninho. Só temos que observar bem o papo para ver se está vazio antes de dar a próxima dose porque, se não estiver, a próxima dose de papinha que dermos pode fermentar e o filhote pode morrer. Mais abaixo está um exemplo do papo vazio e do papo cheio, para quem não tiver noção de como é:

Calopsita com o papo vazio  /  Calopsita com mais de 10ml de papinha

Quando a calopsita e o dono adquirirem pratica, o dono vai demorar só alguns segundos para encher o papo do animal e quase sem se sujar, igual ao vídeo mais abaixo.
Para dar a papinha temos que segurar um pouco a cabecinha do animal, com cuidado e sem machucar, e não apertar muito a seringa. Vamos dar só o que o filhote é capaz de engolir para a papinha não escorrer para fora do bico. Se a cria se sujar, vamos limpá-la com um pano ou guardanapo de papel levemente úmido e no mesmo momento em que acontecer.

Num instante esse filhote de calopsita comeu 11 ml de papinha sem derramar nenhuma gota e sem se sujar:
http://es.youtube.co...h?v=0-HfbF6JQdQ

É muito importante não guardar papinha feita porque ela pode fermentar e ser um foco de fungos. Cada vez que formos dar papinha, vamos ter que prepará-la. Nas primeiras vezes é normal fazer muita papinha ou fazer pouca papinha, mas com o tempo você vai aprender a fazer a quantidade certa.

Depois de dar a papinha, vamos ter que lavar bem todos os utensílios com água. Não precisa esterilizar se não quiser.

A quantidade e frequência da dose a dar têm que corresponder com a idade do filhote, com o seu desenvolvimento e com o apetite que ele tiver, ou seja, temos que respeitar às doses de papinha (as vezes que damos papinha) e a quantidade de ml que vamos dar, mas sempre tendo um pouco de sentido comum. Resumindo, temos que encher o papo com o cuidado de nunca dar papinha se ainda tiver papinha da dose anterior no papo do pássaro.


Gaiola e independência

Com mais ou menos 30 dias, vai dar para perceber que o Aqua terrário vai começar a ficar pequeno para a calopsita. Antes ela ficava horas dormindo na sua caminha macia e agora ela não para de esticar e bater as asas, além disso, ela começa a bicar e brincar com a serragem de hamster no fundo do recipiente. Esse é o momento de começar a acostumar o filhotinho com a sua nova casa, que será a sua gaiola. Nos primeiros dias, vamos colocá-lo só um pouquinho, 1h, 2h, depois mais e mais horas até passar o filhote para o Aqua Terrário ou Fauna Box só para dormir. Ao redor dos 45-50 dias, já podemos tentar deixá-lo dormir na gaiolinha.
Um bom conselho é forrar uma parte do chão da gaiola com jornal e colocar papel de cozinha por cima do jornal para eles aprenderem a andar entre as barrinhas de metal da gaiola, senão, vai resultar um pouco incômodo para eles caminhar, pois os seus pezinhos vão atravessar constantemente as barrinhas do chão. O papel de cozinha por cima do jornal serve para eles não poderem bicar e engolir jornal, pois contém tinta e pode chegar a ser tóxico.

Essas calopsitas da imagem acima estão quase prontas
para começar a ir para a gaiola durante pouco tempo.

No entanto, esta calopsita já está reparada para passar o dia
na gaiola e voltar para a sua caminha só de noite.

É claro que vamos ter que colocar os poleiros bem baixinhos para a calopsita se acostumar e se familiarizar com o entorno e aprender a se ir de um poleiro a outro sem dificuldade. Quando percebermos, depois de alguns dias, que ela já tem mais confiança com os poleiros, podemos subi-los à sua posição normal.

Muitos criadores oferecem comida às ninfas quando elas ainda estão no fauna box. Eu recomendo oferecer a comida só quando a ave estiver na gaiola, em potinhos ou comedores de fácil acesso. Vamos oferecer pouca quantidade e muita variedade desde o primeiro dia em que colocarmos o filhote na sua nova casa, para ele começar a se interessar pela comida.


Uma mistura de painço, pão (não precisa ser do dia, mas também não pode ser duro como uma pedra), painço no ramo, semente de girassol, verduras (principalmente as folhas verdes, alface, acelgas e similares), ração para calopsitas se tiver e alguma fruta como, por exemplo, a maçã e a pêra também pode colocar. Se bem que as calopsitas não gostam muito de frutas.

Tem que tomar cuidado com a alface porque tem efeito laxante e um excesso desta verdura pode provocar diarreia. Os brócolis cozido também é bem apetitoso e as calopsitas adoram. O painço diretamente do ramo é um dos cereais preferidos dessas aves. As minhas calopsitas gostam mais do painço que da semente de girassol. Também é ótimo para usar como prêmio na hora de educar a sua ave.
A água também é muito importante, mas tem que ser em um bebedor ou em um recipiente pequeno onde a calopsita não possa cair dentro. Ela não se afogaria, mas poderia se molhar e ter problemas de digestão ou hipotermia.


Não tem muito a ver com a papinha mas tenham cuidado porque nos primeiros dias que as calopsitas vão para a gaiola é quando elas voam pela primeira vez, e cuidado porque elas não avisam e como nunca voaram antes, parecem um avião que vai batendo em tudo. Elas demoram um pouco em aprender a controlar o voo  mas tenham sempre muito cuidados, nunca fiquem perto de uma janela, fogão, ou qualquer outra coisa que possa ser perigosa para a calopsita.


O filhote, por puro instinto e curiosidade, vai começar a bicar os alimentos sólidos. Procurem manter as 3 ou 4 doses de papinha deixando o papo cheio o maior tempo possível e ainda assim veremos que falta um pedacinho de uma fruta, a folha de alface está roída e que tem algumas casquinhas de milho na gaiola. Quando isso acontecer, é o momento perfeito para retirar uma dose de papinha, que vai ser a dose que damos de tarde, observando sempre o comportamento da ave.

No princípio convém manter as 3 doses de papinha, dando o que o filhote quiser aceitar, e na medida que a calopsita ficando independente, ela vai aceitar menos quantidade de papinha, menos de 15 ml em cada dose. E finalmente iremos tirando as doses de papinha até que a última dose for a dose de noite. Por exemplo: se a calopsita toma 3 doses de papinha, a primeira às 7h, a segunda às 15h e a ultima às 23h, a primeira que vamos tirar será a de tarde podendo dar 2 doses, às 8h e às 22h, depois tiraremos a dose de manhã e só daremos a dose da noite. Por último, vamos tirar a dose da noite, já que essa dose costuma ser mais um vínculo entre o dono e o animal do que fome.

Importantetemos que deixar que seja o próprio filhote que marque a velocidade da independência, é impossível dizer quando uma cria vai ser totalmente independente, por isso temos que respeitar o ritmo da calopsita e prestar atenção no desinteresse da ave pela papinha ao longo dos dias que vão passando. Forçar a independência em um animal significa deixá-lo passar fome, emagrecer e ficar desnutrida e fraca pela falta de alimento. À calopsita que ainda não come nada sólido e que não tem muita fome, têm que dar papinha quantas vezes o filhote precisar, teja a idade que tiver.

Já houve casos de filhotes que ficaram independentes em menos de uma semana e outros que estavam com o papo cheio de sementinhas e ainda assim pediam papinha como loucos, apenas por vicio ou pelo vinculo que a papinha cria entre a calopsita e o dono. Um vinculo muito bonito. Nesses casos, temos que ter paciência.
Mais ou menos aos 2 meses de vida é quando a maioria das calopsitas se tornam completamente independentes completamente. Vai dar pra notar uma mudança na consistência das fezes, que serão mais líquidas do que quando comiam papinha, e terão carocinhos semi-sólidos.
Nunca se deve oferecer papinha em um comedor na gaiola ou em qualquer outro lugar.

Se tudo der certo, vamos ser donos orgulhosos de uma calopsita mansa, criada à mão, socializada e independente.

Esta guia também é válida para pequenos psitacídeos, agapornis, periquitos, etc. Claro que a quantidade de papinha é variável, por isso convém se informar antes de criar outras espécies à mão.



Tutorial feito por ma-zinho, que participa do Fórum do clube das calopsitas